sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

"Hardys" de Plantão: tem notícias do Verdão!

E o mercado da bola não para. Especulações pra lá, conversinhas pra cá, torcedor quebrando a cara ali, outros duvidando acolá, e assim segue o período da temporada futebolística onde impera a boataria. Algumas coisas, logicamente, são verdadeiras, mas muitas vezes expostas de uma maneira pejorativa, que tem o propósito de persuadir e ludibriar a torcida. Principalmente a do Palmeiras, que parece ter caído num complexo sem fim de "Hardysmo" (expressão genialmente criada pelos amigos do Blog Mondo Verde). Quem não conhece o famigerado Hardy Har Har? Uma hiena com tendência depressiva e extremamente pessimista, que insiste em querer contaminar a todos com seu negativismo. Personagem que voltou à tona graças ao inigualável mestre Richard Bogari e suas tiradas sensacionais.


Pois bem. Lógico que todos nós queremos um time forte e competitivo em 2015, mas esses dois termos podem ser interpretados de milhares de formas diferentes. Tudo depende da sensatez e dos interesses de cada um. A "Turma da Playstationlândia" continua criticando e exigindo que a diretoria vá até o Real Madrid e contrate Cristiano Ronaldo e sua trupe. Como fazer isso? Sei lá, mas que faça. Tem os Hardys que criticam o não pagamentos de "míseros" R$ 900 mil ao Fred, R$ 1 milhão ao Robinho, de R$ 600 mil ao Sóbis, R$ 800 mil ao Ricardo Goulart, entre outras "possibilidades". Mas há também aquela parte da torcida (a maior fatia dela) que entende que "forte" e "competitivo" são termos que representam algo dentro da realidade financeira do Palmeiras (e do futebol brasileiro), que consegue distinguir na imprensa o que realmente pode ser verídico ou o que é meramente sensacionalista, para dar audiência e, assim, tentar plantar crises no Alviverde.

Os nomes de Fred e Rafael Sóbis já não se comentam mais. Pedidas salariais altíssimas, de jogadores que convivem ainda com o ar entorpecente do Fluminense, onde o dinheiro com carimbo da Unimed jorrava das velhas e enferrujadas torneiras das Laranjeiras. Esqueçam, essas são cartas fora do baralho. Diego Cavalieri esteve muito próximo do Verdão, de voltar para sua casa, mas parece ter preferido ser um titular absoluto em um time que tem tudo para ser um amontoado de jogadores com salários atrasados. O fato de ter de brigar por uma posição entre os titulares com Fernando Prass não agradou e pesou na escolha do arqueiro. Então, que seja feliz. Darío Conca mantém conversas com a diretoria, mas a situação segue extremamente delicada e complicada. O argentino ganha muito, cedeu um pouquinho, mas ainda assim seus vencimentos são "Padrão Unimed". Tanto que ninguém consegue negociar para ter o armador. No entanto, o Palmeiras realizou uma nova reunião na última quarta-feira e a coisa parece ter andado um pouquinho. Eu disse "andado um pouquinho". Não está contratado e ainda está longe disso.


O Palmeiras conseguiu seu grande objetivo na negociação com o volante Thiago Mendes, do Goiás: inflacionar a transação. Quem acredita, de verdade, que o Verdão pagaria R$ 6 milhões por 40% dos direitos do atleta? Notem que entramos na jogada com o rival do outro lado do muro já praticamente fechado com o meio-campista. E era por uma mixaria. Daí entramos, inflacionamos e saímos. O clube presidido pelo senhor Carlos Miguel VAidar gastou os tubos, raspou o tacho e os salários oferecidos ao jovem, que eram de R$ 40 mil, passaram para R$ 150 paus. Se pode dar certo lá? Pode sim, lógico, tudo é possível. Entretanto, os riscos de ser apenas mais um mico tricolor por questão de birra são imensos. Assim como Wesley, Kardec...

O Palmeiras anda sondando e averiguando a situação do zagueiro Réver, do Atlético-MG. Mas confirmo que a coisa é bem difícil. O beque é querido pela torcida e, embora tenha terminado a temporada no banco de reservas, o técnico Levir Culpi já adiantou que pretende contar com Réver. O porém nesse caso é que os salários em Minas estão atrasados e o atleta se sentiu totalmente desprestigiado por voltar de lesão, ficar 100% e seguir entre os suplentes. A diretoria conversa com Fábio Mello, empresário do defensor, mas já ouviu que para tirar Réver do Galo só pagando, já que o contrato do atleta vai até 2016.


O Verdão foi pra cima de vez do atacante Leandro, destaque da Chapecoense no Brasileirão. O centroavante está apalavrado com os rivais de Itaquera há meses, mas o campeonato chegou ao fim, passaram dias, semanas, e a promessa de contratação não saiu do papel. Sabendo disso, a diretoria entrou em contato com o clube de Chapecó e garantiu comprar 50% dos diretos econômicos do camisa 9 e a reação dos catarinenses foi positiva. Mesmo assim não há nada dessa besteirada de "chapéu". Isso é coisa criada pela mídia. Se alguém chega, paga mais e leva o produto não há nada de "chapéu", é comércio, lei da oferta e da procura. O Palmeiras pode sim fechar com Leandro 'Banana' nos próximos dias.

Há várias negociações em curso, algumas com jogadores tidos como de alto nível, outras com atletas que virão para brigar por uma posição dentro do time. Álvaro Pereira, o uruguaio que estava no rival chegado a uma purpurina, tem chances de chegar no Palestra. Arouca está há exatos 12 meses sem receber direitos de imagem no Santos e o Palmeiras negocia com Richard Alda, empresário do volante, e as coisas estão evoluindo. Mas é preciso ter calma. Quem está chegando de forma oficial é o também volante Andrei Girotto, vindo do América-MG.

Ah, antes de encerrar: alguém aí queria um certo Pirata de volta?

5 comentários:

  1. bienvenido de nuevo, que seja dentro dos padrões financeiros do Palmeiras

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  2. bienvenido de nuevo, que seja nos padrões financeiros do Palmeiras!!!

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  3. Só por curiosidade, pq chamam o Leandro de Banana? Pirata de volta é melhor que Fred e Sóbis juntos mil vezes!

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  5. O Leandro com toda certeza é preferência do Oswaldo de Oliveira para a posição do Henrique, ele adora jogar com jogadores de Mobilidade e não fixos em essência. Aos poucos algumas peças interessantes vão surgindo. Prefiro os não badalados do que um Sóbis ganhando rios e sendo bem comum ao meu ver.

    (Aníbio Resende)

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