Onde estará a solução para o Palmeiras, no que diz respeito a treinador? No comodismo de contratar um nome tarimbado, experiente, calejado, que ganha uma fortuna por onde passar e nem sempre surte efeito, ou na ousadia de se apostar em um nome menos badalado, que não faz parte dos preferidos da grande mídia e da maior parte dos atletas, que ganha relativamente pouco, mas que mesmo assim não passa de uma incógnita?
Esse deve ser o dilema na cabeça do presidente Paulo Nobre e de seus pares. Afinal, qual desses caminhos o clube alviverde deve trilhar para, enfim, sair desse abismo de mediocridade onde o Palmeiras se encontra? O mercado para “professores” até que está aquecido nesse fim de temporada e quase fim de ano. Os famigerados medalhões, pelo menos alguns deles, estão nas prateleiras. Muricy Ramalho segue intocável no São Paulo, onde é tratado a pão de ló. Marcelo Oliveira colhe os frutos de dois títulos brasileiros consecutivos e do Cruzeiro não sai. Levir Culpi fez um ótimo trabalho no Atlético-MG e já renovou sua estadia em BH. Felipão está no Grêm... esse deixa pra lá, não importa.
Mas e o resto?
Vanderlei Luxemburgo pôs a faca na goela da cúpula flamenguista e pediu alto para renovar seu vínculo. Dizem que renovou, mas com o “Pofexô” e seu “pojéto” tudo pode acontecer. O Rubro-negro não dispõe de recursos para grandes contratações, ou seja, o “pojéto” pode naufragar bem cedo. O irritante Mano Menezes levou um solene bico nos fundilhos do pessoal de Itaquera e já está na fila do Sine e procurando emprego na Catho Online. Pesa contra o gaúcho o fato de, além da empáfia e da arrogância peculiar, os altos salários. Dizem que na Marginal sem Número a coisa chegava a R$ 900 mil a cada 30 dias.
Pelos lados do Sul, dois nomes podem aparecer em novos clubes. Abel Braga espera até o fim de semana para saber se continuará ou não no Internacional. Caso Vitorio Píffero vença a disputa para presidir o Colorado – e é o grande favorito – Abelão arruma as malas e “pega o beco”, ou seja, ficaria disponível para ouvir a proposta palmeirense. Tite está curtindo férias desde quando deixou Itaquera e pode retornar ao antigo lar em breve. Mas... a coisa pelos lados do rival não estão nada boas e o dinheiro, que abundava até pouco tempo atrás, rareou, sumiu, evaporou. Se bem que o “Fala Muito” é caro pra dedéu e retranqueiro. Não sei se daria muito certo. Fora do Brasil, mais precisamente na China, Cuca espera uma boa proposta e que lhe dê condições de brigar por conquistas. Caso não apareça, fica por lá, sendo muito bem pago.
Cristóvão é bastante elogiado pelos boleiros e é reconhecidamente um estudioso do futebol
Entre os menos endinheirados estão Argel Fucks, que fez um bom trabalho no Figueirense, salvando a turma de Thiago Heleno da degola e alcançando um honroso 13º lugar. Seria uma aposta e das mais arriscadas. O talentoso Cristóvão Borges está no Fluminense, mas o clube das Laranjeiras iniciou a “Era da Pindaíba” com a saída da Unimed, parceira e quase mãe do Tricolor. Sendo assim, um bom projeto poderia ser a chave para tirar Cristóvão da entidade que agora pagará pelas presepadas de virada de mesa, cair e não descer, essas coisas.
Osvaldo de Oliveira foi dispensado do Santos, tem salários relativamente altos, mas já se ouve que aceitaria reduzir drasticamente para voltar ao mercado. Correndo por fora está Enderson Moreira, que não deve permanecer na Vila Belmiro e poderia ser mais uma aposta, já que valoriza os trabalhos de base e grupos, digamos, mais simplórios.
Pois bem, o escolhido por Paulo Nobre e sua diretoria não deve fugir dessas opções, mas ainda paira no ar a dúvida lá do início do texto, lembra? Qual rota o Palmeiras deve seguir? Contratar um medalhão e ter uma segurança (e até um escudo) na casamata, ou apostar em um treinador mais barato, sem estrelismo, mas que pode não aguentar a pressão? Com as chegadas de Cícero Souza e Alexandre Mattos (que será contratado), em alguns dias teremos a resposta para todas as questões aqui lançadas.
Mas seja qual for o escolhido, independente do patamar em que esteja situado, o importante é montar um grupo forte, com perfil vencedor, sem essa de “não seremos reféns do Centenário”, porque esse papo, cá entre nós, já deu no saco faz tempo...



OSWALDO OLIVEIRA entendo ser um bom nome, e o que mais me agrada, apesar de não ser um super estrategista (bom, mas quem é ???) é experiente, disciplinador, inteligente e com tempo pode realizar um bom trabalho no PALMEIRAS....
ResponderExcluirha..em tempo..e tem um bom gosto pra escolher mulheres...kkkk
Muito bom texto! E que venha o melhor para o nosso Palmeiras!
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