quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Adidas renova com Palmeiras até 2016

Muita gente questionou, achou que a relação poderia estar chegando ao fim, duvidou de um acerto até, mas a verdade é que Adidas e Palmeiras renovaram a parceria e o torcedor alviverde continuará a ter ao seu dispor os melhores materiais esportivos do mundo, sempre com a marca gigantesca do maior campeão nacional. Os novos valores giram em torno de R$ 38 milhões por duas temporadas, justamente o biênio em que o clube terá novamente Paulo Nobre a frente da presidência.


Desde 2006 a empresa alemã estampa suas famosas três listras no manto alviverde (algumas vezes verde-limão, prata, amarelo, azul) e a intenção de prolongar o vínculo era interessante para as duas partes. No entanto, uma negociação que parecia tranquila tornou-se um verdadeiro jogo de gato e rato nos últimos meses. Tudo porque o Verdão viu a fornecedora esportiva firmar acordos mais vantajosos com Fluminense (que já era patrocinado) e Flamengo. Nobre não aceitou que o quinto maior vendedor de camisas da Adidas no mundo (atrás apenas de Real Madrid, Milan, Chelsea e Bayern de Munique) não tivesse, no mínimo, a mesma valorização dos demais.

A empresa, fundada em 1920 por Adi Dassler, ficou surpresa com a atitude palmeirense de exigir um contrato mais rentável para o clube, já que estava acostumada com o comportamento quase bovino de antigos presidentes, que simplesmente aceitavam qualquer acordo, mesmo que os valores não favorecessem ao clube. O impasse estava criado: ou melhora a proposta ou o Palmeiras busca outra parceira. Sabendo da discordância, Puma, Nike, Penalty e a caçula Under Armour iniciaram os contatos com o Verdão, certamente baseados em inúmeros estudos que comprovam a superioridade palestrina em vendas de produtos oficiais no Brasil. Aliás, especialistas dizem de boca cheia que o Palmeiras é uma verdadeira mina de ouro quando o assunto é valorização da marca.

AGORA É DO MEU JEITO
A Adidas, então, que não é boba nem nada, tratou de atender aos pedidos de Paulo Nobre e retomou as negociações, dessa vez em um tom muito mais amistoso e otimista. O acordo passou a ser questão de tempo e as partes voltaram a ter um ótimo relacionamento. Vistos de longe, os novos valores nem parecem tão favoráveis assim, porém, há detalhes que muitas vezes passam despercebidos aos olhos do grande público. O antigo contrato previa que boa parte do montante financeiro deveria ser revertido em materiais esportivos, ou seja, o dinheiro, que é o que interessa, não entrava todo nos cofres do clube. Além do aumento dos valores, o novo acordo determina que o Palmeiras receba o dinheiro, além dos materiais.


Outro fator que muda é a porcentagem do clube em cima dos produtos comercializados, que antes era de apenas 5%. Hoje, esse número é bem mais significativo. Tudo isso sem falar nos bônus para conquistas nas temporadas. Vale ressaltar que a empresa alemã não tem o feitio de firmar acordos com menos de cinco anos de duração, justamente para evitar reajustes nos valores propostos, portanto os dois anos de vínculo com o Alviverde foi outra "vitória" sobre os interesses da fornecedora. Mais uma evolução desses últimos dias e menos um problema para ser solucionado em 2015. Com o novo contrato devidamente acertado, a Adidas já trabalha na nova linha de uniformes que será utilizada pelo Palmeiras a partir do ano que vem, inclusive os mantos inéditos poderão ser lançados já no decorrer do Campeonato Paulista.

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